Seu pet está preparado para o fim da pandemia?

Seu cachorro está preparado para voltar a sair, passear, viajar? Ele está preparado para voltar a receber visitas e encontrar os amigos e aumigos? E como vai ser quando seu home office acabar? Já pensou nisso?

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Já faz mais de um ano que o mundo virou de cabeça para baixo, a rotina de todo mundo mudou de repente, alguns mais, outros menos, mas todos fomos impactados de alguma forma. O isolamento social a que fomos compulsoriamente submetidos teve impactos não só em nós, mas em todos a nossa volta, e isso inclui os nossos amados animais.


Foi tudo muito repentino e não tivemos tempo de planejar essa nova rotina, fomos aprendendo enquanto íamos vivendo, e assim ainda continua sendo. Já parou para pensar nos impactos, positivos e negativos, que a pandemia causou na vidinha deles?


Os passeios ficaram mais curtos, ou deixaram de existir, paramos de frequentar lugares que costumávamos ir, paramos de receber visitas, de encontrar os amigos, certamente os pets que gostam de bater patinhas por aí sentiram essa mudança. Mas também passamos a ter mais tempo ao lado deles, dar mais colo, mais atenção, até mesmo porque nós estávamos mais carentes, não é mesmo?


Agora com a vacinação acontecendo, o número de casos finalmente estabilizando, podemos enxergar uma luz no fim do túnel. Se Deus quiser em breve poderemos voltar a sair, passar, fazer trilhas, encontrar os amigos...mas e aí, nossos pets estão preparados para isso?


Dois aspectos são importante de serem observados: a socialização e o apego. Vamos falar sobre eles.


Muitos cães nasceram, ou foram para seus lares, durante a pandemia e podem ter tido uma socialização inadequada por conta das restrições que o momento exige. E até mesmo cães totalmente socializados podem ter regredido na sua socialização, devido ao tempo de isolamento.


Isso aconteceu um pouco por aqui, o Bob que como vocês sabem é reativo com pessoas (se ainda não sabe clica aqui para conhecer a história dele) voltou a latir bastante para visitas e aumentou o medo de pessoas. Também observei isso na auventura que tivemos em setembro do ano passado, quando alguns cães que eu já conhecia, que tinham excelente socialização, passaram a apresentar alguns comportamentos como posse com o tutor e reatividade com outros cães, coisas que nos eventos anteriores não tinham nunca apresentado. Isso aconteceu porque com a pandemia ficaram distantes de outros cães, e também muito apegados ao tutor.


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E por falar em apego ao tutor temos que falar em outra situação muito comum, que são os casos de tutores que passaram a trabalhar em casa por causa da pandemia e que voltarão (ou já voltaram) a sair para trabalhar, e passar horas fora de casa. Aqui em casa eu quase sempre trabalho junto com os pestinhas, passo a maior parte do tempo com eles e isso vai permanecer assim. Já o meu marido passava quase dez horas fora de casa por dia, fora as frequentes viagens a trabalho, e com a pandemia está há mais de um ano em home office. Conclusão: os quarteto aqui, especialmente a Cacau, estão mega apegados, e vão sentir muito quando ele voltar a passar o dia todo fora. Cães que estão acostumados a ter companhia o dia todo e de repente vão ter que ficar o dia todo sozinhos podem apresentar problemas de comportamento, além de ficarem tristes.


Esse excesso de apego com o tutor também pode causar outros problemas de comportamento relacionados a posse. Para os cães nós somos os humanos deles (e eles tem razão hahahaha), somos um recurso, assim como os brinquedos, a caminha e a comida. E mesmo cães muito bonzinhos podem reagir se tiverem que nos dividir com outros animais e até com outras pessoas. Não é comprovado pela ciência que os animais sintam ciúmes, como normalmente ouço os tutores afirmarem, mas eles podem não gostar de ter que dividir os brinquedos, as coisas, e até mesmo os tutores. Vi alguns cães fofíssimos, extremamente dóceis, rosnarem quando outros cães chegaram perto dos seus tutores, coisa que não faziam antes da pandemia, e isso é um exemplo claro de como a pandemia impactou no comportamento deles.


Por tudo isso é muito importante pensar em como será ao final (se Deus quiser próximo) da fase de isolamento social, o que você vai fazer de diferente, o que vai mudar na rotina, e programar a adaptação do seu peludo para isso. Gradualmente e com planejamento essa mudança será muito mais tranquila para o seu peludo.


Fazer (ou refazer) uma socialização adequada e de forma bem gradual é muito importante. Antes de botar os pés e as patas na estrada, correr pra trilha e se rodear de amigos, é preciso que este processo seja gradual, respeitando sempre os limites de cada animal. Mesmo os cães que já eram totalmente socializados, adaptados a encontrar outros animais e outras pessoas, é preciso retomar esses contatos de forma gradual.

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Para programar o final do home office um distanciamento gradual também é importante, especialmente para cães que vão ficar sozinhos. Quanto mais gradual for esses processo, mais antecedência você iniciar essa adaptação, mais fácil será para ele se adaptar. Prepare o ambiente onde ele irá ficar quando você tiver que sair para trabalhar, utilize este espaço para ir adaptando ele a ficar sozinho mesmo enquanto você estiver em casa. Isso vai evitar que ele fique estressado e que sofra com a mudança.


O início da pandemia nos obrigou a mudanças repentinas, não tivemos tempo para nos preparar. Mas temos a oportunidade de fazer diferente no final de, de preparar os nossos peludos para as mudanças. Para saber como fazer isso de forma adequada assista o vídeo abaixo (é só clicar na imagem) que está no IGTV da Cãomigo, onde eu bato um papo super construtivo com a Ariane Estelita, uma querida amiga e profissional especialista em comportamento e bem-estar animal. Foi uma verdadeira aula, imperdível!

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E me conta, seu pet está preparado para o fim da pandemia? deixe seus comentários que vou adorar saber.