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Nem tudo que é pet friendly é bom para o seu cachorro. Você já pensou nisso?

há 2 horas
12 min de leitura

Você já parou para pensar se o seu cachorro gosta dos mesmos programas que você?


Cacau, cachorrinha vira-lara caramelo da Cãomigo, observando o ambiente em meio à vegetação.

Hoje encontramos restaurantes, hotéis, praias, parques, trilhas, festas, shoppings e até grandes festivais anunciados como pet friendly. E eu acho maravilhoso que estejamos conquistando cada vez mais espaços para compartilhar momentos com nossos cães!


Mas existe uma diferença importante entre poder levar nosso cachorro a um lugar e aquele lugar ser realmente uma boa escolha para ele.


Afinal, se o seu cachorro pudesse escolher, será que ele iria?


É uma pergunta um pouquinho provocativa, eu sei! Mas acho que vale a reflexão, especialmente para quem, assim como eu, adora compartilhar passeios, viagens e experiências com seus filhos de patas.


Quem convive com mais de um cachorro sabe bem disso: mesmo vivendo na mesma casa, recebendo os mesmos cuidados e compartilhando boa parte da rotina, cada um tem seu próprio jeito de ser. E conhecer essas diferenças faz toda a diferença na hora de escolher o que vamos fazer juntos.


Um lugar ser pet friendly significa que ele busca oferecer condições adequadas para receber animais, mas isso não garante que seja uma boa escolha para todos os cães. Idade, saúde, comportamento, condicionamento físico e preferências individuais precisam ser considerados. Por isso, antes de escolher um hotel, restaurante, evento ou passeio, é importante avaliar tanto as características do ambiente quanto as necessidades do seu cachorro.


Pet friendly significa que o lugar é bom para o cachorro?

Não necessariamente!

Nem tudo que é "pet friendly" é bom para os pets, ou para todos os pets.


É importante também saber diferenciar três situações que, embora pareçam semelhantes, representam experiências bastante diferentes.


  • Um local que aceita pets permite a presença de animais, mas não necessariamente oferece uma estrutura ou uma experiência pensada para eles.

  • Um espaço pet friendly vai além da permissão de entrada. Ele considera as necessidades dos animais, oferece condições adequadas de segurança e conforto, estabelece regras de convivência e procura proporcionar uma experiência agradável para todos.

  • Já uma experiência pensada com o pet como protagonista coloca as necessidades dos animais no centro do planejamento, considerando suas características, comportamentos e oportunidades de realizar atividades que façam sentido para eles.


Essas não são categorias oficiais, mas uma maneira de compreender diferentes níveis de acolhimento aos animais.


E atenção: isso não significa que todos os lugares precisem ser exclusivos para pets!


Um restaurante pode ser perfeitamente pet friendly, mesmo que o cachorro precise permanecer tranquilamente ao lado da mesa, desde que existam condições adequadas para isso. Um hotel que recebe hóspedes com e sem animais pode (e deve) estabelecer áreas de circulação restrita, regras para utilização de espaços comuns e outras condições de convivência.

O importante é que essas regras sejam claras, razoáveis e acompanhadas de condições adequadas para receber os cães.

Ser pet friendly não significa ter que permitir tudo, o tempo todo.


E mesmo quando um local é verdadeiramente pet friendly, isso não significa que ele seja adequado para todos os cachorros. Afinal, os animais também têm suas próprias características, necessidades e preferências.


Seu cachorro é único, e suas preferências também!


Mulher sentada no chão acariciando uma cachorrinha preta, enquanto outra cachorrinha de pelagem marrom observa a interação.
Cada cachorro tem seu próprio jeitinho de ser, e é isso que torna a convivência com eles tão especial! 💛🐾

Uma das coisas mais interessantes de conviver com cães é perceber como eles são diferentes entre si.

Tem cachorro que ama água! Basta encontrar um rio, uma piscina ou uma poça para querer entrar. Outros preferem manter as patinhas bem longe de qualquer possibilidade de se molhar.

Alguns adoram trilhas, terrenos irregulares, subidas e obstáculos. Outros preferem caminhadas tranquilas, com bastante tempo para explorar o ambiente sem pressa.

Há cães que ficam felizes quando encontram outros aumigos, enquanto alguns preferem manter distância, e tudo bem!


E essas diferenças não estão relacionadas apenas à raça ou ao porte. Idade, saúde, condicionamento físico, experiências anteriores, temperamento e características individuais influenciam a maneira como cada cachorro percebe e reage às situações.


E essas características também podem mudar com o tempo! Um cachorro que adorava atividades mais intensas quando jovem pode preferir experiências mais tranquilas ao envelhecer. Mudanças de saúde, condicionamento físico e até experiências vividas ao longo dos anos também podem influenciar suas preferências. Por isso, conhecer nosso cachorro é um exercício contínuo de observação, e não algo que fazemos uma única vez.


Por isso, uma experiência maravilhosa para um cão pode ser cansativa, desconfortável ou até assustadora para outro.

E não há nada de errado nisso.


Respeitar a individualidade do cachorro também é uma forma de demonstrar amor e cuidado.


Isso vale até mesmo para atividades que costumamos associar ao bem-estar animal, como trilhas e passeios na natureza.

Imagine dois cães participando da mesma trilha. Um deles pode estar perfeitamente preparado para caminhar por terrenos irregulares, atravessar pequenos cursos d'água e enfrentar trechos de subida. O outro pode ter dificuldades com aquele percurso, seja por questões de idade, condicionamento físico, saúde ou simplesmente por não se sentir confortável com determinados obstáculos.

Da mesma forma, uma trilha por dentro de um rio pode ser uma experiência maravilhosa para um cachorro que adora água, mas bastante desagradável para outro que não gosta de se molhar.


E não podemos esquecer que o condicionamento físico também importa. Um cão que costuma fazer caminhadas curtas não está necessariamente preparado para percorrer vários quilômetros em terrenos difíceis, mesmo que seja jovem e saudável.


De maneira geral, ambientes que oferecem oportunidades para os cães explorarem, farejarem e expressarem comportamentos naturais da espécie podem proporcionar experiências muito positivas para seu bem-estar. Espaços com vegetação, diferentes cheiros, texturas e possibilidades de exploração costumam oferecer estímulos interessantes, desde que sejam seguros e adequados a cada animal. E não se trata apenas da quantidade de estímulos disponíveis. Ter a possibilidade de escolher o que explorar, quanto tempo dedicar a um cheiro ou quando se afastar de determinada situação também pode contribuir para o bem-estar dos cães.


Já os ambientes urbanos, planejados prioritariamente para as pessoas, apresentam desafios diferentes, como excesso de ruídos, aglomerações, pisos pouco confortáveis e restrições à movimentação. Isso não significa que os cães não possam frequentá-los ou se sentir bem neles, mas que esses ambientes podem exigir maior adaptação e atenção às necessidades individuais


Alguns cães conseguem circular com tranquilidade por locais movimentados, como determinados shoppings ou centros comerciais. Outros ficam desconfortáveis com o excesso de pessoas, barulhos, pisos escorregadios ou estímulos desconhecidos.


Mesmo entre os cães que toleram bem esses ambientes, vale observar se estão realmente confortáveis e se a experiência faz sentido para eles.


Não existe um roteiro ideal para todos os cães. Existe o roteiro mais adequado para cada cachorro, em cada momento da vida.



Estar junto não significa necessariamente estar se divertindo

Aqui chegamos a um ponto delicado.

Quem ama seus cães geralmente quer estar com eles o máximo possível. E é natural! Eles fazem parte da família, participam das nossas rotinas e estão presentes em muitos dos nossos melhores momentos.

Mas será que, às vezes, o nosso desejo de tê-los por perto não acaba falando mais alto do que aquilo que seria melhor para eles?


Pense em um bloco de Carnaval com música alta, calor e uma multidão de pessoas. Ou em um festival tão cheio que mal conseguimos caminhar, com caixas de som, filas e pouquíssimo espaço para descansar.

Também podemos pensar em festas, bares muito movimentados e outros ambientes em que o principal atrativo é voltado às pessoas, mas os animais são convidados a participar simplesmente porque sua presença é permitida.

Nós podemos adorar esse tipo de programação. Mas e os cães?


No caso do Carnaval, por exemplo, já reunimos algumas orientações específicas sobre segurança e bem-estar dos cães durante a folia, justamente porque a participação dos animais exige cuidados que vão além de permitir sua entrada.


Ao longo dos anos, já presenciei diversas situações em eventos movimentados nas quais os cachorros apresentavam sinais bastante evidentes de medo ou desconforto. Alguns tentavam se afastar, outros demonstravam inquietação, e havia aqueles que pareciam completamente perdidos em meio a tantos estímulos.

O que mais me chama a atenção nessas situações é perceber que, muitas vezes, os tutores não reconhecem esses sinais.


E não se trata apenas de uma impressão pessoal.

Um estudo publicado em 2021 na revista científica Frontiers in Veterinary Science analisou respostas de cães a ruídos cotidianos e a interpretação desses comportamentos por seus tutores. Os resultados indicaram que sinais de medo e ansiedade podem ser subestimados ou interpretados de maneira inadequada pelas pessoas responsáveis pelos animais.

Ou seja, nem sempre percebemos quando nossos cães estão desconfortáveis, especialmente em situações que consideramos normais ou divertidas.


Isso não significa que todos os cães reajam da mesma maneira a ambientes movimentados. Alguns podem ser mais habituados a determinados estímulos, enquanto outros apresentam maior sensibilidade. E a familiaridade com um ambiente não garante, por si só, que a experiência seja positiva. É importante observar como cada cachorro reage, se consegue relaxar, explorar com tranquilidade e se afastar dos estímulos quando precisa.

Tolerar um ambiente não é necessariamente o mesmo que gostar dele.


Um cachorro permanecer quietinho ao nosso lado também não é, por si só, uma garantia de que esteja confortável. Para compreender como ele está se sentindo, precisamos observar seu comportamento como um todo.


Como saber se meu cachorro está gostando da experiência?

Essa é uma pergunta que deveríamos fazer com mais frequência!


Os cães se comunicam o tempo inteiro, principalmente por meio da linguagem corporal. E aprender a reconhecer esses sinais faz muita diferença.


Um cachorro desconfortável pode apresentar comportamentos como:

  • Tentar se afastar, esconder-se ou procurar constantemente uma saída.

  • Manter o corpo encolhido, a cauda baixa ou uma postura mais tensa.

  • Ofegar excessivamente sem que isso seja explicado apenas pela atividade física ou temperatura.

  • Tremer, choramingar ou demonstrar inquietação.

  • Bocejar, lamber o focinho repetidamente ou evitar determinadas interações.


É importante observar o contexto, a frequência dos comportamentos e o conjunto dos sinais, porque um comportamento isolado nem sempre indica medo ou estresse. Um bocejo, por exemplo, pode ter significados diferentes dependendo da situação. Por isso, mais do que procurar sinais isolados, precisamos conhecer o comportamento habitual do nosso cachorro e perceber quando alguma coisa muda.



Também precisamos prestar atenção aos sinais positivos: um cão que explora o ambiente com tranquilidade, demonstra curiosidade, consegue descansar e interage voluntariamente costuma oferecer pistas importantes sobre como está vivendo aquela experiência.


Outro ponto importante é respeitar quando o cachorro demonstra que não quer participar de determinada interação. Se ele se afasta de uma pessoa, evita outro cão ou não quer entrar na água, não precisamos insistir. Dar a ele a possibilidade de escolher, sempre que isso for seguro e possível, é uma maneira de respeitar suas necessidades e contribuir para experiências mais positivas.


E existe uma atitude que considero fundamental: permitir que o cachorro se afaste de uma situação que o deixa desconfortável.


Não precisamos insistir em uma interação com outros cães, em uma brincadeira na água ou na permanência em um ambiente barulhento só porque planejamos aquela atividade.

Às vezes, respeitar o cachorro significa simplesmente mudar os planos.


E o que os cães precisam para ter boas experiências?

Quando falamos em bem-estar animal, estamos falando de muito mais do que oferecer alimentação, água e cuidados veterinários.

A ciência do bem-estar animal considera também as condições ambientais, as interações sociais, as oportunidades de expressar comportamentos e as experiências emocionais dos animais.


O Modelo dos Cinco Domínios é uma importante referência nessa área. Ele considera nutrição, ambiente físico, saúde, interações comportamentais e estado mental para avaliar o bem-estar. Na prática, isso nos convida a olhar para nossos cães de uma maneira mais completa.


Cachorro preto e branco em um riacho raso, cercado por pedras, folhas e vegetação durante uma trilha na natureza.
Explorar novos ambientes, investigar cheiros, descobrir diferentes texturas... São oportunidades para nossos cães expressarem comportamentos naturais da espécie. 💚🐾

Uma parte fundamental do bem-estar animal é permitir que os cães expressem comportamentos naturais da espécie. Farejar, explorar o ambiente, investigar cheiros, brincar, movimentar-se e interagir são atividades importantes, que vão muito além do exercício físico. Os cães conhecem boa parte do mundo por meio do olfato, e ter oportunidades de explorar e fazer escolhas contribui para experiências positivas. É aquilo que gosto de chamar de deixar o cachorro ser cachorro! E isso não significa que todos precisem gostar das mesmas atividades, mas que devemos oferecer oportunidades adequadas para que cada um possa expressar esses comportamentos à sua maneira.


E a importância dessas oportunidades também aparece nas pesquisas científicas, como um estudo publicado em 2019 na revista Applied Animal Behaviour Science que investigou atividades de farejamento e encontrou resultados associados a um estado emocional mais positivo nos cães participantes. É uma evidência interessante de que permitir que nossos cães utilizem o olfato, explorem e tenham oportunidades de escolha pode contribuir para seu bem-estar.


Por isso, tão importante quanto escolher onde levar nossos cães é pensar nas oportunidades que oferecemos para que eles vivam essas experiências, respeitando sempre suas preferências, seu ritmo e suas possibilidades.


E aqui existe uma diferença que gosto muito de destacar: uma coisa é estar viajando com o cachorro e fazer uma parada para almoçar em um restaurante pet friendly. Outra, bastante diferente, é limitar praticamente todas as experiências compartilhadas com ele a ambientes em que precisa permanecer deitado ao lado de uma mesa.


Isso não significa que restaurantes sejam ruins para cães! Eles podem fazer parte de momentos maravilhosos em família.

O mesmo vale para uma visita ao shopping, um passeio cultural ou uma hospedagem em que parte da programação seja voltada principalmente aos humanos.

O cachorro não precisa estar brincando o tempo inteiro para estar bem. Descansar e acompanhar tranquilamente a família também podem fazer parte de uma experiência adequada.


Mas nossos cães precisam de oportunidades de viver experiências que façam sentido para eles, e não apenas acompanhar aquelas que escolhemos para nós.


E essas oportunidades não precisam acontecer todas no mesmo dia ou em todos os ambientes. O que importa é olhar para o conjunto das experiências e da rotina do animal, buscando equilíbrio entre suas necessidades e as atividades compartilhadas com a família.


Um bom programa pode agradar humanos e cães!

Acredito muito no conceito de família multiespécie, justamente porque reconhece que humanos e animais compartilham suas vidas, mas possuem necessidades diferentes.

E encontrar esse equilíbrio é possível!


Se esse conceito ainda é novidade para você, temos também um texto sobre o que significa fazer parte de uma família multiespécie e como essa relação influencia nossa maneira de conviver com os animais.


Na Cãomigo, por exemplo, organizamos experiências que podem incluir trilhas, passeios na natureza, visitas culturais, almoços e cafés rurais.

Em determinados momentos, o cachorro acompanha uma atividade de interesse principalmente humano, como uma visita a um museu ou uma refeição. Em outros, a programação oferece oportunidades para ele explorar, farejar, caminhar e interagir com o ambiente, sempre de acordo com suas características e com as condições do passeio.


Também existem momentos de descanso, porque nem humanos nem cachorros precisam estar fazendo alguma atividade o tempo inteiro.

Uma preocupação que temos na Cãomigo ao planejar os roteiros é justamente encontrar esse equilíbrio. Não basta escolher um lugar bonito ou uma atividade interessante para os humanos. Também precisamos considerar as características do percurso, as condições ambientais, as possibilidades de exploração e descanso e as necessidades dos cães que vão participar. E, mesmo com todo esse planejamento, é importante reconhecer que nem todos os animais terão as mesmas preferências ou respostas à experiência.


Para nós, pensar em experiências para famílias multiespécies significa justamente isso: considerar todos os integrantes da família, sem esquecer que cada um tem suas próprias necessidades.


E mesmo em um passeio pensado para cães, é fundamental avaliar se aquela atividade específica é adequada para o seu animal.

Não se trata de exigir que todas as experiências sejam exclusivamente voltadas aos cães. Trata-se de reconhecer que eles são participantes dessas experiências, e não apenas acompanhantes que precisam se adaptar a tudo o que escolhemos.


Se quiser se aprofundar nesse assunto, também reunimos orientações no nosso guia sobre trilhas com cachorro.


Afinal, devo levar meu cachorro para todos os lugares pet friendly?

Não!

E isso não significa que você ame menos seu cachorro ou que ele deva ficar sempre em casa.

Significa apenas que nem todo lugar que aceita animais é necessariamente uma boa escolha para o seu cão, naquele momento.


Antes de decidir, vale considerar algumas perguntas:

  • Meu cachorro costuma ficar confortável nesse tipo de ambiente?

  • Haverá barulho excessivo, calor, aglomeração ou outros estímulos que possam incomodá-lo?

  • Ele terá condições de descansar, beber água e se afastar quando precisar?

  • Se ele demonstrar desconforto ou quiser ir embora, terei condições de respeitar isso e mudar meus planos?

  • A atividade é adequada à sua idade, saúde, condição física e comportamento?

  • Se for uma trilha ou atividade física, ele possui condicionamento e preparo para aquele percurso?

  • Estou respeitando suas preferências ou insistindo em atividades das quais ele claramente não gosta?

  • Estou escolhendo essa experiência pensando também nele ou apenas porque quero sua companhia?


E se vocês estão planejando uma viagem, vale aprofundar essa reflexão: como saber se o seu cachorro está realmente preparado para a experiência que você pretende oferecer? Esse é outro assunto que já exploramos aqui no blog da Cãomigo.


E talvez a pergunta mais importante seja aquela com a qual começamos:

Se o meu cachorro pudesse escolher, ele iria?


É claro que nossos cães não podem responder a essa pergunta como nós responderíamos. Mas podemos aprender a observá-los, conhecer suas preferências e tomar decisões mais conscientes.


Afinal, compartilhar a vida com um cachorro vai muito além de levá-lo para todos os lugares.

É também respeitar os lugares em que ele prefere não estar.

E isso, para mim, é uma das partes mais bonitas de fazer parte de uma família multiespécie. 💛🐾



Para saber mais: estudos que embasaram esta reflexão


  • Mellor e colaboradores (2020) — The 2020 Five Domains Model: Including Human–Animal Interactions in Assessments of Animal Welfare. Animals. https://doi.org/10.3390/ani10101870


  • Grigg e colaboradores (2021) — Stress-Related Behaviors in Companion Dogs Exposed to Common Household Noises, and Owners' Interpretations of Their Dogs' Behaviors. Frontiers in Veterinary Science. https://doi.org/10.3389/fvets.2021.760845


  • Duranton, C., & Horowitz, A. (2019). Let me sniff! Nosework induces positive judgment bias in pet dogs. Applied Animal Behaviour Science, 211, 61–66. https://doi.org/10.1016/j.applanim.2018.12.009


Sobre a autora

Sharlene Irente é fundadora da Cãomigo, empresa especializada em experiências turísticas para famílias multiespécies, e mestranda em Turismo pela Universidade de São Paulo (USP). Sua atuação reúne a experiência prática na organização de atividades com cães e o interesse acadêmico pelas relações entre humanos, animais e turismo pet friendly.

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